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Português entre os 22 cardeais empossados em Roma


São 22 os novos cardeais que esta manhã foram esta manhã empossados pelo Papa Bento XVI, entre os quais o cardeal português D. Manuel Monteiro de Castro.

No consistório (reunião entre os cardeais e o chefe da Igreja Católica), está presente o novo e terceiro cardeal português, Manuel Monteiro de Castro, de 73 anos, natural de Santa Eufémia de Prazins, Guimarães.

Foi ordenado padre em 1961 e bispo em 1985. Está no Vaticano desde Julho de 2009, quando assumiu o cargo de secretário da Congregação para os Bispos.

Foi depois nomeado por Bento XVI como consultor da Congregação para a Doutrina da Fé e secretário do Colégio Cardinalício e, na quinta-feira passada, foi escolhido para responsável da Penitenciária Apostólica, um dos três tribunais da Cúria Romana.


artigo retirado do Diário de Notícias,

18/02/2012


Os portugueses deixam o país orgulhoso em quaisquer dos ramos, seja na religião, ciência, cinema, etc. Este género de artigos fazem-nos pensar no potencial que o nosso povo tem. São notícias destas que devemos guardar na memória e ver como exemplo e não as desgraças que bombardeiam os telejornais.
Qual a diferença entre

ateu e agnóstico?


Enquanto que os ateus negam a existência de Deus, os agnósticos alegam a impossibilidade de provar a existência - ou não - de Deus.

Embora existam relatos de povos primitivos que não acreditavam em nenhum deus, a expressão ateísmo (que significa, em grego, a negação de Deus). O agnotocismo é um sistema filosófico segundo o qual o espírito humano ainda se encontra impossibilitado de alcançar, sobre certos fenómenos (ex. origem da vida).




Bibliografia:


Dicionário do Estudante, Dicionário da Língua Portuguesa, Empresa Literária Fluminese, Março 2000

Que significado tem para mim a religião


e

Qual o espaço que ela ocupa na minha vida



Eu não sei se sou muito católica ou não, se agrada a Deus ter crentes como eu e se pratico a minha fé da maneira correcta, se existe forma acertada para o fazer. No entanto, não consigo viver sem Deus, Ele faz parte da minha vida e é impensável viver sem Ele.


Já me interroguei diversas vezes e tenho-me questionando ao longo da minha singela existência se acredito em Deus, se tenho fé e se aquilo em que acredito realmente existe e se tem algum fundo de verdade. Alguns investigadores tentam provar que sim, que algumas passagens bíblicas são autênticas, mas eu não preciso dessas provas. Apesar de confiar na ciência, no campo religioso prefiro mantê-la de parte. A fé não se procura explicar, simplesmente sente-se, crê-se. Foi essa a conclusão a que cheguei depois de todas as minhas dúvidas, os meus questionamentos e receios.


Houve uma altura em que vacilei quanto ao seguimento da minha religião. No meio de tantas religiões porquê ser católica? Só porque foi essa que os meus pais me transmitiram e ensinaram? Essa justificação era insuficiente para mim, como pessoa pensante que sou não podia limitar-se às escolhas que fizeram em meu nome à anos atrás. Eu não tinha que continuar numa religião escolhida por outros, mesmo que isso fosse o melhor para mim. Estas dúvidas assaltaram-me com mais frequência e intensidade após o Crisma, algo que já deveria estar esclarecido na minha cabeça, mas não estava. Eu continuava a ver apenas nevoeiro, e não conseguia clarificar as minhas ideias.


Para poder organizar-me intelectualmente, porque a parte religiosa é importante para mim e sem ela eu não faço sentido e não estou em plenitude, tive que procurar, investigar e participar, inclusive noutras celebrações. A resposta a que cheguei não tem nada de explicável nem científico. Eu simplesmente ao afastar-me da minha religião apercebi-me que ela me fazia falta e o reencontro com ela deu-me uma satisfação absoluta. A casa do Senhor era a minha casa, onde pertencia. Era lá que me sentia eu, que me sentia bem, em paz para comigo e para com os outros. E foi esse o sinal que me deu a certeza de estar no sítio certo.


Apercebi-me que não queria mudar, apenas deveria fortalecer a minha relação com o Pai. E foi nesse contexto que parti para as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), para renovar a minha fé, para me encontrar com Ele, pois Ele está em toda a parte, inclusive em mim.


Nada acontece por acaso, este é o meu lema de vida. Por vezes somos deparados com alguns problemas e obstáculos que apenas servem para nos colocar à prova. Tudo tem um propósito de ser. O nosso papel é levantarmo-nos após a queda, erguer a cabeça e seguir em frente preparados para mais um desafio.


Para mim não faz sentido lutar por uma vida melhor, por ser uma pessoa melhor se não existir mais nada para além desta simples, efémera e insignificante existência terrena. Para quê abdicar dos prazeres e deleites da vida para conquistar vitórias pessoais? Tem que haver algo mais, algo inexplicável, algo que não consigamos ver com estes olhos. Apesar de ser humana e essa condição acarretar a fraqueza, a debilidade, o pecado, eu quero continuar a lutar contra tudo isso, e ser melhor a cada dia que passa. O mais semelhante possível a Deus, apesar de saber que isso é incognoscível.
Uma certeza eu tenho: não vou poupar-me ao trabalho, dor e sacrifico pelos aprazimentos desta vida térrea. Preciso do Senhor, sem ele não sou ninguém, preciso Dele nos momentos de tristeza e nos de alegria. Ele é a minha inspiração e a luz que quero seguir para sempre.
JMJ
Madrid 2011



As Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) foram a experiência mais marcante em toda a minha vida e existência. Algo inesquecível e irrepetível que ficará para sempre na minha memória e no meu coração.


Como estas jornadas foram as primeiras para mim, não sabia bem o que ia encontrar. Apesar de ter uma ideia não queria criar expectativas, pois poderia vir decepcionada, assim sendo estava aberta a tudo o que viesse. E assim foi. A frase chave destas jornadas foi “deixa-te surpreender” e foi isso mesmo que tentei fazer.

Cada dia era um dia diferente, recheado de alegria e paz. As Jornadas deram-me muita coisa, entre elas, a vontade de constituir família. Os meus valores quanto à ideia de família estavam um bocado baralhados, talvez graças ao mundo frenético em que vivemos deixamos de acreditar no amor e na união, para passar a ver o desinteresse de viver o dia-a-dia ao lado de outra pessoa. Mas graças à minha família de acolhimento, que tinham nem mais nem menos que seis filhos, ajudaram-me a perceber que é possível viver sem ter que abdicar da vida pessoal e profissional, uma vez que os dois pais trabalhavam.



Outra coisa que me surpreendeu nas jornadas foi ver a alegria e vontade de viver, lutar por um mundo melhor, não baixar os braços face às dificuldades e à crise económica e social em que vivemos, como também a solidariedade que o ser humano possui. Foi impressionante ver que quando uma pessoa se sentia mal era logo ajudada por diversas pessoas, independentemente se a conheciam ou não, da nacionalidade, da cor, etc isso não interessava, o importante era que essa pessoa precisava de ajuda. Foi lindo ver a união entre povos, unidos numa só fé, num só Deus.

As jornadas realizaram-se no momento certo para mim. Na altura que estava desanimada com os outros e com o mundo. A maioria das pessoas que conhecemos decepcionam-nos de alguma forma, o mundo não dá perspectiva, nomeadamente a nível empregador. E nós, jovens pensamos para quê ser diferente? Para quê mudar o mundo se é impossível? Para quê lutar? Para quê estudar se não vou ter emprego? As jornadas mostraram-me a outra face, que tanto precisava de ver, a mudança. É realmente possível alterar o rumo das coisas, basta começarmos nós no meio onde vivemos. Não podemos ficar simplesmente sentados à espera que o governo resolva as coisas, não! Nós constituímos o governo e dessa forma temos uma opção a tomar: lutar ou não lutar.


Outra coisa que tenho a apontar a este evento é a forma maravilhosa como conseguiram conciliar a religião à cultura. Penso que isso é muito importante. Pois o Homem forma-se a vários níveis. Nesse campo fomos muito privilegiados, pois tivemos a imensa sorte de conhecer três cidades: Talavera, Toledo e Madrid.


Quero acabar este texto agradecendo a todas as pessoas que contribuíram para que estas jornadas fossem inesquecíveis, que me apoiaram quando necessitei, que me fizeram rir e consolaram no momento certo. A todos um muito obrigado do fundo do coração.




Importância da Formação Cristã





Durante a infância, o ser humano, na interacção no seu meio social, adquire muitas aprendizagens, principalmente por influência e exemplos de comportamento do próximo, pois tem as pessoas como seus referenciais e não possui noções precisas do que é certo ou errado.

Com o passar da idade tende a procurar valores por outros meios tais como escola, amigos, internet, televisão, porém a família continua a ser o pilar principal. O ensino contribui na preparação do estudante, na tentativa de lhe dar a entender o processo social em que está inserido e prepará-lo para ser crítico e tomar posições nos interesses sociais. No entanto, esse apoio é insuficiente na formação do jovem. Este precisa de procurar outros caminhos que o ajudem a encontrar a sua identidade, que alicerça-se em capacidades e valores, no qual é capaz de compreender o mundo e o significado que dá à sua vida, ou seja, pelo qual rege a sua existência, por isso é que é tão importante os jovens ligarem-se à Igreja, de modo a encontrarem o caminho correcto.


É do senso comum que a percepção individual do mundo é influenciada pelo grupo, logo convém escolher bem esse grupo. O diálogo é importante no sentido de recriar as relações sociais e experiências que enriqueçam o jovem para se tornar um adulto consciente e responsável. Estas experiencias na idade da adolescência beneficiam o individuo e a sociedade na formação social e intelectual de indivíduos para que de modo reflexivo e consciente, desenvolvam a compreensão de si, dos outros, da sua inserção na sociedade e da responsabilidade de todos na construção de sociedades mais igualitárias, mais justas e mais democráticas. Daí ser a cultura um forte agente de identificação pessoal e social, um modelo de comportamento que integra segmentos sociais e gerações, na medida em que o indivíduo se realiza como pessoa e expande as suas potencialidades. A comunicação entre os povos estimula a compreensão e o respeito mútuo, e enriquece a humanidade, e por isso é que todos os jovens de todo o mundo, principalmente os cristãos, se reunem num movimento como as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ). Deste modo, saem renovados espiritualmente, renascem para uma vida nova, pois a maneira de ver as coisas torna-se diferente para as pessoas que participam nestes eventos.



Existe uma tendência para o abandono da vida cristã na fase da adolescência, e por isso é que esta viagem é tão importante, para provar que ainda existem jovens interessados na vida espiritual, e não só material. Deste modo, prova-se através destes acontecimentos que esta religião não é só para velhos, como alguns pensam, é de todos e para todos. Os jovens precisam de se encontrar, de conhecer valores, e a religião pode ajudar nisso. A educação dos jovens na fé tem como resposta as suas necessidades mais profundas, as suas preocupações diárias, os seus dilemas existenciais e seus horizontes, partindo da verdade, a bondade e a beleza de Deus. As JMJ ajudarão os jovens a reflectir sobre a sua vida, a sua existencia e sobre o seu futuro.


Precisamente, o Papa Bento XVI diagnostica que os jovens «se sentem facilmente atraídos por outras coisas, por um estilo de vida bastante longe das nossas convicções.». Por isso, frente ao espectáculo de um mundo que fecha os ouvidos ao anúncio da fé, o Santo Padre disse: «Vós tendes a tarefa de propor novamente, com a competência que vos é própria, a beleza, a bondade e a verdade do rosto de Cristo, em que cada homem é chamado a reconhecer os seus traços mais autentico e originais, o modelo que deve ser imitado cada vez melhor. Portanto, esta é a vossa árdua tarefa, a vossa missão sublime: indicar Cristo ao homem contemporâneo, apresentando-o como a verdadeira medida da maturidade e plenitude humana». Eis aqui uma preciosa chave que o Papa Bento XVI para a educação na fé dos jovens: apresentar o Senhor Jesus como aquele que ilumina a realidade pessoal, as perguntas mais inquietantes, o horizonte, a realização, como chave definitiva para compreender o sentido da vida, o caminho para alcançar a plena realização pessoal e a plenitude no encontro definitivo com o Senhor.


A formação é um processo constante. A religião é um complemento a essa formação, que contribui para a aproxiamção de um homem completo, semelhante à figura de Deus. Através das JMJ os jovens terão a oportunidade de aprofundar as suas vocações, dando testemunho de esperança, contribuindo para o crescimento da Igreja. A cultura influenciará a forma proficional, tornando-os mais competentes, porque possuem bases sólidas e sabem o que está correcto e a forma de obter isso.


A crise não é só economica ou financeira como a maioria pensa, mas sim axiológica. Essa quase ninguém repara ou finge não reparar. Antes de combatermos a corrupção, devemos combater os maus valores, porque se todos tivessem valores correctos não roubariam, não matariam, …, Por isso, é fácil concluir que se deve combater o mal pela raíz, já dizia o ditado“é de pequenino que se torce o pepino”.


Urge que os cristãos actuais façam uma opção mais decisiva e clara pela sua formação, ultrapassando a estagnação e o desinteresse. Devem buscar esclarecer e aprofundar, cada vez mais e melhor a sua fé, para que não só conheçam os conteúdos da mensagem do Evangelho, mas também possam ter uma vivência religiosa madura, coerente e frutuosa no mundo contemporâneo. O conhecimento das verdades fundamentais de nossa fé oferece base para um compromisso cristão convicto e perene. Sustenta e alimenta a identidade, a espiritualidade e a missão dos cristãos no mundo de hoje. Não se pode descuidar da boa formação cristã, do aprofundar no conhecimento da mensagem de Jesus. A formação deve ser um elemento integrante da vida cristã. Deve ser permanente e dinâmica, de acordo com o desenvolvimento pessoal, intelectual, espiritual e apostólico. A formação cristã auxilia a fortalecer a nossa fé. Ajuda a encontrar com Jesus. Favorece reconhecer, acolher, interiorizar e desenvolver as práticas e os valores que constituem a própria identidade e missão dos discípulos na Igreja e no mundo. Torna a participação dos adolescentes na comunidade eclesial mais consciente e activa.
Devem aproveitar os estudos sérios e actuais da fé, para que possam continuar firme na sua caminhada humana e cristã na cultura contemporânea, pois a lenta e minuciosa preparação de um indivíduo dá como resultado seres humanos competentes no seu campo de especialização, possibilitando-os de prestar um bom serviço à sociedade. Portanto fica clara a importância da formação do cristão leigo para que ele seja um evangelizador. Por isso é que a paróquia de Soure valoriza as JMJ como um instrumento fundamental na formação do jovem. Como resultado desses conhecimentos, literalmente serão bons evangelizadores transformando o nosso ambiente e meio, assumindo o compromisso missionário.

Segredos de Fátima


O chamado Segredo de Fátima é um conjunto de revelações alegadamente revelado pela Virgem Maria a três crianças portuguesas: Lúcia de Jesus dos Santos (10 anos), Francisco Marto (9 anos) e Jacinta Marto (7 anos) - os três pastorinhos.

Primeiro Segredo
A visão do Inferno:
Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados neste fogo os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em os grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe do Céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição)! Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.

Segundo Segredo
A devoção ao Imaculado Coração de Maria e a conversão da Rússia:
Em seguida, levantamos os olhos para Nossa Senhora que nos disse com bondade e tristeza:
Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo pelos seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora nos Primeiros Sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.

Terceiro Segredo
Escrevo em acto de obediência a Vós Deus meu, que mo mandais por meio de sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.
Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fôgo em a mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que parecia iam encendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos n'uma luz emensa que é Deus: “algo semelhante a como se vêem as pessoas n'um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Varios outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, n'êles recolhiam o sangue dos Martires e com êle regavam as almas que se aproximavam de Deus.

Interpretação
Segundo a interpretação da Santa Sé, "o segredo consiste numa visão profética, comparável às da Sagrada Escritura, que não descrevem de forma fotográfica os detalhes dos acontecimentos futuros, mas sintetizam e condensam sobre a mesma linha de fundo factos que se prolongam no tempo numa sucessão e duração não especificadas. Em consequência, a chave de leitura do texto só pode ser de carácter simbólico.” A Irmã Lúcia, no seu encontro com o enviado do Papa, Card. Tarcisio Bertone, antes da divulgação do segredo, reafirma a sua convicção de que a visão de Fátima se refere sobretudo à luta do comunismo ateu contra a Igreja e os cristãos, e descreve o imane sofrimento das vítimas da fé no século XX.
Também segundo a Irmã Lúcia, o "bispo vestido de branco" é o Papa, ainda que a visão não pareça referir-se a um Papa específico.