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Stress psicológico diário e as ferramentas para o combater.
Uma pesquisa sobre babuínos forneceu informações sobre a melhor maneira de combater o stress psicológico diário.
O stress é crucial para a sobrevivência. Se uma zebra vê um leão o stress faz com que ela fuja e corra, pois a sua vida encontra-se em perigo. Mas nós, seres humanos entramos em stress maioritariamente por razoes psicológicas. Sendo este um stress muito mais constante e persistente do que uma corrida com um leão. Trabalho, estilo de vida, família, mesmo as festas natalícias, são situações que nos geram stress.
O stress em níveis elevados torna-se perigoso, pois liberta no nosso corpo, as hormonas glucocorticoides. Níveis elevados destas hormonas podem provocar diabetes, hipertensão arterial, perda de memória, diminuição da testosterona, e supressão do sistema imunológico.
Robert Sapolsky, professor de neurologia da Universidade Stanford, tem estudado o stress em babuínos selvagens há mais de três décadas. E ele encontrou dois factores que poderão indicar quem serão os mais, ou menos afectados pelo stress.
O primeiro factor será a personalidade que desempenha um papel importante na regulação do stress. Consegue distinguir a diferença entre uma grande ameaça e problema menor? Se for uma grande ameaça consegue descobrir uma maneira de obter algum controle sobre ela? Se acontecer algum problema você consegue ter um mecanismo de controle? Se respondeu sim, é porque apresenta uma capacidade de resposta que faz com que o stress permaneça relativamente baixo. O que não acontece na maioria das pessoas.

Além dos traços de personalidade, o melhor preditor da capacidade para lidar bem com o stress, assenta na forma como se encontra socialmente conectado. Os babuínos, que tinham relações sociais fortes apresentavam baixos níveis de glicocorticóides e sobreviveram mais três anos, em comparação com aos babuínos mais isolados.
Em conclusão, devemos aproveitar a vida ao máximo e socializar sempre que possível. A vida não é fácil, mas pode tornar-se mais simples ao lado de quem gostamos.

(artigo baseado no site: www.cristinasales.pt,
29 Dezembro, 2010)
Como obter melhores resultados nos exames?
Escrever sobre preocupações diminui a pressão que antecede um teste

Uma das formas que diminui ansiedade que antecede uma prova é passar alguns minutos a escrever sobre as preocupações, um exercício simples que liberta o capital intelectual necessário para realizar um teste com sucesso.

Esta é a conclusão de um grupo de investigadores da Universidade de Chicago, que mostrou que os estudantes que transmitem as suas preocupações para o papel obtêm melhores resultados do que aqueles que não o fazem.

Desgaste de memória

Não é a primeira vez que se demonstra que fazer algo sobre pressão desgasta a memória de trabalho do cérebro, essencial para actividades simples do quotidiano. Este tipo de memória, localizado no córtex pré-frontal funciona como uma espécie de bloco de notas. Quando as preocupações se acumulam, começa-se a perder a agilidade mental necessária para responder aos medos e bloqueia-se.

Sian Beilock, psicóloga e autora principal do estudo, define o problema como uma “asfixia” da capacidade de trabalhar sob pressão, uma situação em que as pessoas obtêm resultados abaixo das suas capacidades.

Esta sensação de “alívio” induzida pela escrita é também uma das ferramentas utilizadas pelos psicólogos e psiquiatras para que os seus pacientes expliquem situações traumáticas.


(artigo baseado no site online Ciência Hoje,
2011-01-15)
Chimpanzés brincam como se fossem crianças humanas
Fêmeas tratam galhos como bonecas

Investigadores norte-americanos revelaram num que os chimpanzés bebés escolhem diferentes brincadeiras consoante o sexo, tal como acontece com as crianças. Este aspecto foi pela primeira vez observado neste trabalho, assim como as evidências de espécies não humanas e selvagens a brincar com bonecas rústicas.
Usam pedaços de paus de quatro maneiras distintas como sondas para procurar buracos que possam conter água ou mel, como apoio ou arma em confrontos agressivos, para brincadeiras solitárias ou sociais e em comportamentos descritos pelos investigadores como "carregamento de galhos".
Verificaram então, através de estudos comportamentais, que as fêmeas carregavam os galhos das árvores com mais frequência do que os machos. "Pensamos que, se os galhos estivessem a fazer o papel de bonecas, as fêmeas fariam o carregamento de galhos, até terem os seus próprios bebés, com mais frequência do que os machos. Agora, descobrimos que estas hipóteses estavam correctas", disse Wrangham.

De acordo com os investigadores, mais de cem fêmeas bebés levavam os pedaços de paus para os ninhos diurnos onde ficavam a descansar e a brincar de uma forma que evocava as brincadeiras maternas.
Concluíram que as evidências apontaram para vínculos claros entre as brincadeiras infantis e o comportamento adulto, uma vez que, em 99 por cento do tempo, as fêmeas, e não os machos, carregam os bebés chimpanzés.
"Uma das coisas que tornam a nossa descoberta tão fascinante é que existe pouca evidência de algo comparável em outras comunidades de chimpanzés. Isso levanta a possibilidade de que os chimpanzés estariam a copiar uma tradição local de comportamento. Esse pode ser o caso de combinação entre influências biológicas e sociais", explicou Wrangham.

(artigo baseado no site online Ciência Hoje,
2010-12)

Lesões na amígdala cerebelosa tornam pessoas incautas
Órgão é inibidor de comportamentos com resultados negativos
A amígdala cerebelosa, uma pequena massa de núcleos situada no interior dos lóbulos temporais do cérebro, é o órgão que nos torna cautos e prudentes quando devemos tomar uma decisão arriscada.

Últimos resultados, referentes a uma investigação realizada pelo University College London (Reino Unido) reuniu pessoas com várias lesões neste órgão e demonstrou que existe uma maior tendência para estes apostarem dinheiro quando as potenciais perdas são maiores do que os benefícios.

Os sujeitos com controlo mostravam aversão por perdas, um comportamento em que se evitam potenciais perdas de capital.

No entanto, quem tiver lesões neste órgão, escolhe o risco com maior frequência. “Este tipo de comportamento não determina um aumento de apetite pelo risco, mas sim, uma predisposição maior em aceitar apostas mistas, ou seja, têm menos aversão pela perda”, explicam os autores no artigo publicado.


Ralph Adolphs, um dos investigadores e docente em Psicologia e Neurociência no Instituto de Tecnologia da Califórnia, sublinha que "uma amígdala normal torna-nos mais cautelosos – este órgão está implicado no processamento do medo, e por isso, também influencia o facto de se temer perder dinheiro”.
A amígdala controla um mecanismo biológico geral que inibe comportamentos com potenciais resultados negativos, que estão na origem de respostas emocionais inconscientes.


(artigo baseado pelo site online Ciência Hoje,
2010-02-09)
Chave da sociabilidade humana está no cérebro
Amígdala cerebelosa está associada à capacidade dos indivíduos socializarem
Cientistas americanos dizem ter encontrado uma associação entre a sociabilidade de um indivíduo e o tamanho da amígdala cerebelosa, uma pequena massa de núcleos de forma amendoada situada no interior dos lóbulos temporais do cérebro.

O estudo, feito por investigadores do Hospital Geral Massachusetts e da Universidade Northeastern, em Boston, confirma resultados de trabalhos anteriores que mostravam que alguns primatas vivem em grupos sociais maiores quando têm amígdalas maiores, mesmo quando se tem em conta o tamanho do cérebro e do corpo.

Nesta investigação foi considerada a espécie humana, sendo que o volume da amígdala voltou a correlacionar-se positivamente com o tamanho e complexidade de redes sociais em humanos adultos. Os investigadores também analisaram outras estruturas sub-corticais dentro do cérebro e não encontraram evidências de um relacionamento similar entre essas estruturas e a vida social de humanos. Também não foram feitas associações entre o volume da amígdala e outras variáveis sociais na vida de humanos, como índices de satisfação social, por exemplo.

"A associação entre o tamanho da amígdala e o tamanho e complexidade da rede social foi observada tanto em indivíduos mais velhos como mais novos, homens e mulheres", referiu Bradford Dickerson, da Escola Médica Harvard, em Cambridge, outro cientista que participou no estudo.

"Mais investigações estão a ser feitas para tentar estabelecer de que forma a amígdala e outras regiões do cérebro estão envolvidas no comportamento social de humanos", sublinhou, acrescentando que os cientistas também estão a tentar entender como anormalidades nessas regiões do cérebro podem prejudicar o comportamento social em distúrbios neurológicos e psiquiátricos.

(artigo baseado no site online Ciência Hoje,
2010-12-29)

Estudo explica por que ocidentais têm dificuldade em distinguir orientais Os japoneses não são todos iguais! Uma equipa de investigadores explica o software de reconhecimento facial do cérebro e as suas limitações, especialmente quando se depara com um rosto de etnia diferente.

Para o efeito, centraram o estudo numa experiência realizada num grupo de 20 voluntários, metade da Europa e a outra da Ásia. Os investigadores mostraram-lhes faces genéricas de orientais e ocidentais, enquanto observavam a actividade cerebral dos participantes.
A equipa de estudo percebeu que os grupos decoravam facilmente os rostos daqueles que tinham a mesma etnia, mas quando um europeu começava a observar faces orientais acabava por se perder e já não saber se era um novo ou não. Ao observar aquilo que se passava no cérebro do europeu, quando se tentava lembrar se o chinês era ou não o mesmo, os cientistas notaram um significativo aumento da actividade neural.

É como se o cérebro do voluntário exigisse mais do 'processador', sendo forçado a trabalhar mais para tentar encontrar alguma forma de conseguir reconhecer determinada cara. Esse fenómeno é perceptível especialmente em algumas áreas do cérebro ligadas ao reconhecimento facial, como o córtex extra estriado.

Assim, um japonês que nunca saiu do seu país, ao desembarcar, por exemplo, na Alemanha, iria provavelmente considerar todos os loiros muito parecidos e questionar-se sobre como é que estes conseguem distinguir-se entre eles no dia-a-dia.

A explicação evolutiva mais simples para esse ‘bug’ cerebral é apontada como sendo a falta de socialização intercultural, ou seja, fazer amigos pelo mundo é uma coisa recente. Durante dezenas de milhares de anos, encontros entre diferentes etnias eram muito raros. E como era apenas necessário identificar gente parecida, o cérebro moldou-se para isso.

"Se morarmos num bairro com muitos chineses, vemos rostos orientais todos os dias. Se treinarmos o cérebro para reconhecê-los no nível individual, tendo vários amigos chineses e sabendo diferenciá-los, já não o consideraremos parecidos", refere Caldara. “É necessário misturarmo-nos socialmente”.

(artigo baseado no jornal online Ciência Hoje,
2010-11-02)